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Jeduca | Associação dos jornalistas de educação
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Efeito da polarização política sobre jornalismo é tema de debate

07/08/2019

Em mesa no congresso da Jeduca, Pablo Ortellado (USP) e Tomás Duran Becerra, (CUM - Colômbia) debatem sobre a disseminação de notícias falsas e o papel da educação midiática na atualidade

Engajamento político da sociedade influi na disseminação de notícias falsas
Fernando Frazão/Agência Brasil

Num cenário de polarização e hiperenagajmento político, marcado pela acelerada circulação de informações, a educação midiática ganha uma importância central como meio de empoderamento dos indivíduos.

 

Esse será um dos temas de debate da mesa “Como as informações, falsas ou verdadeiras, nascem e se espalham hoje”, na manhã do dia 19/8, primeiro dia do 3.º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação da Jeduca. A sessao terá a participação do filósofo Pablo Ortellado (EACH-USP) e do cientista político Tomás Durán Becerra, diretor de pesquisada CUN (Corporação Unificada Nacional de Educação Superior), da Colômbia. O debate será mediado pela jornalista Vera Magalhães, colunista do jornal O Estado de S.Paulo e da rádio Jovem Pan e editora do site @brdezoito

 

O 3.º congresso da Jeduca será nos dias 19 e 20 de agosto no Colégio Rio Branco em São Paulo. Informações e inscrições no site congresso.jeduca.org.br. As inscrições estao abertas até 14 de agosto.

 

A combinação entre a polarização política e o alto grau de envolvimento da sociedade com o tema criam um ambiente favorável à difusão de “posições apaixonadas”, em que, muitas vezes, a opinião toma o espaço da notícia, analisa Pablo Ortellado.

 

“A difusão de notícias falsas é um fenômeno antigo e o jornalismo engajado já existia no século XIX. No entanto, o que vemos agora é a que a opinião está tomando uma forma noticiosa, criando um simulacro do jornalismo”, analisa Ortellado, que é professor de Gestão de Políticas Públicas da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) do campus Zona Leste da Universidade de São Paulo, colunista da Folha de S.Paulo e coordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital.

 

É daí, afirma o professor da USP, que vem o poder de persuasão dessas informações, pois elas parecem seguir os métodos de apuração jornalistica. “A ampla difusão nas redes sociais intensifica sua força, especialmente no contexto de uma sociedade altamente engajada, como é a sociedade brasileira atual” aprofunda. “O engajamento político aprofunda o fenômeno, reforçando o viés de confirmação”.

 

O pesquisador colombiano argumenta, de sua parte, que a desinformação não decorre apenas da produção da informações falsas em portais da internet. “Os governos também produzem informações e notícias falsas e alguns veículos de comunicação apoiam a prática”, afirma. “Esse é o maior desafio que precisamos encarar, pois reconhecemos e aceitamos que as informações produzidas por essas fontes ‘confiáveis’ são verdadeiras”, complementa Becerra.

 

Ele lembra que existem vários exemplos do impacto desse fenômeno sobre eleições de países como os Estados Unidos, Colômbia, México e Brasil. “São estruturas muito complexas e poderosas associadas a interesses políticos e econômicos”, diz o pesquisador colombiano, que participou de diversas pesquisas sobre o empoderamento das pessoas frente à desinformação - entre elas o projeto Emedus, da União Europeia em parceria com a Unesco, sob coordenação da Universidade Autônoma de Barcelona.

 

O estudo analisou as políticas públicas em educação midiática e as iniciativas no âmbito do sistema escolar para o desenvolvimento de competências midiáticas. “Existem muitas assimetrias entre a visão dos governos sobre as tecnologias de informação e os desafios nesse campo e a maneira como se dá o fluxo de informação dos meios de comunicação na internet e nas redes sociais. Além disso, poucos países têm políticas voltadas para o uso da midia nas escolas”, detalha Becerra. Segundo ele, as exceções são França, Holanda e os países do norte da Europa.

 

A desinformação em foco

 

Os desafios do jornalimo na atualidade será tema de diversas sessões no 3.º congresso da Jeduca. Além do debate entre Ortellado e Becerra, a mesa de abertura será sobre “O novo ambiente do jornalismo”, com Paula Cesarino Costa (Folha de S.Paulo) e José Roberto Toledo (Piauí), com mediação de Antonio Gois (O Globo e presidente da Jeduca).

 

Na manhã de terça (20/8), a professora da Universidade de Columbia LynNell Hancock falará sobre os desafios da cobertura jornalística de educação no contexto do governo Donald Trump. O mediador será o jornalista Fábio Takahashi (Folha de S.Paulo e vice-presidente da Jeduca).

 

As oficinas, realizadas no período da tarde, abordam temas relacionados à cobertura jornalística na atualidade. No dia 19, o jornalista Sergio Spagnuolo (Volt Data Lab e Abraji - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) coordena uma oficina sobre o uso das redes sociais para a apuração e a equipe do Fiquem Sabendo dá um workshop sobre a LAI (Lei de Acesso à Informação).

 

No dia 20, serão oferecidas oficinas sobre educação midiática com o Instituto Palavra Aberta e sobre como localizar dados e  informações sobre educação, respectivamente, com Antonio Gois e Marco Túlio Pires (Google).

 

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