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Jeduca | Associação dos jornalistas de educação
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Dicas de cobertura sobre os efeitos do coronavírus na educação

12/03/2020

Jornalistas têm um papel-chave na produção de informações objetivas e equilibradas, sem subestimar a situação e, ao mesmo tempo, sem alimentar a desinformação

Governo do Estado de São Paulo

[Atualizado em 12/3/2020, às 17h45]

 

O que os repórteres de educação têm a ver com o avanço do novo coronavírus  no Brasil? Pode parecer que não muito, mas assim como jornalistas de saúde e outras áreas, é recomendável adotar algumas condutas para evitar pânico e a disseminação de notícias falsas. A seguir, algumas dicas de cobertura.

 

Paute-se pelas orientações oficiais

Em qualquer crise, a mídia desempenha um papel fundamental na difusão de informações. Por isso, procure se pautar sempre pelas orientações e informações oficiais.

 

Além dos órgãos da área da saúde, em vários estados e municípios, as secretarias de educação estão produzindo material de orientação específico para suas redes de ensino.

 

A Secretaria de Educação do Distrito Federal criou um hotsite sobre o coronavírus pretende realizar ações de prevenção em escolas. Outras redes, como a da Bahia, tomaram medidas na mesma direção..

 

O Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior) divulgou um comunicado com sugestões para as instituições.

 

O Ministério da Saúde criou um site e um app, disponível para Android e IOS. Em nível federal, foi criado um Centro de Operações de Emergência, que reúne representantes das áreas da saúde, assistência e educação - entre eles a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) que representa as redes municipais.

 

A SEB (Secretaria de Educação Básica) do MEC (Ministério da Educação) definiu um conjunto de recomendações para as secretarias municipais de educação.

 

também criou um grupo interno para monitorar os impactos da disseminação do Covid-19 no sistema de ensino e definir procedimentos se houver necessidade de suspender aulas, reposição etc.

 

Em São Paulo, o governo do estado criou o centro de contingência, cujo site contém diversas informações sobre o Covid-19.

 

Seja equilibrado

Um dos maiores desafios envolvendo a cobertura do Covid-19 é encontrar o equilíbrio entre não disseminar o pânico e não subestimar a situação.

 

Um artigo (em inglês) do site da Global Investigative Journalism Network traz  dicas relevantes - já conhecidas, mas que merecem reforço neste momento: evite o uso de adjetivos e expressões que possam gerar alarme (por exemplo, vírus mortal), tome cuidado para não escolher fotografias que transmitam uma mensagem errada, explique de maneira objetiva as medidas de prevenção, entre outras.

 

Se possível, sintetize as principais informações em gráficos e imagens de fácil compreensão. 

 

Contextualize os dados e seja objetivo

O número de casos confirmados no país é pequeno em relação a outras partes do mundo, mas está aumentando a cada dia, deixando a população e as autoridades em estado de alerta. A OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou pandemia mundial de Covid-19, que atingia 114 países, com 118 mil casos e 4.291 mortes em 11 de março.

 

No Brasil, as fontes oficiais para balanço do número de casos são o Ministério da Saúde e as secretarias de Saúde.

 

Também é importante reiterar que, embora o Covid-19 se espalhe rapidamente, seu grau de letalidade é baixo, na faixa de 2,2% dos casos confirmados em termos mundiais. Mas, dependendo do país, a taxa de mortalidade varia – na Itália, por exemplo, chegou a 6,2%, influenciada pela quantidade de idosos, pelo sistema de identificação de casos e de assistência.

 

Epidemias anteriores com vírus semelhantes, como a SARS, que ocorreu em 2002, teve taxa de mortalidade de 9,63%, mas não se espalhou pelo planeta. Por isso, o número de casos e de mortes por causa do Covid-19 pode ser maior do que em outras epidemias.

 

O papel da escola e a educação online

Com o aumento do número de casos, as escolas e instituições de ensino superior podem ser impactadas, se surgirem casos de estudantes, professores ou funcionários com o vírus, como já ocorreu em outras partes do mundo e começa a ocorrer por aqui.  Balanço da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) registrou fechamento de escolas em 13 países, afetando 290,5 milhões de estudantes por causa do coronavírus.

 

Já há alguns episódios relacionados à área da educação. No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha publicou um decreto suspendendo por cinco dias as aulas em escolas, instituições de ensino superior públicas e privadas. A medida foi questionada por pais.

 

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciou a suspensão das atividades entre 13 e 29 de março, em caráter preventivo (não há nenhum caso reportado). Na USP (Universidade de São Paulo) e PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) há casos de alunos com Covid-19. Na primeira houve suspensão parcial de aulas e na segunda, os alunos foram afastados.

 

Em São Paulo, no início de março um colégio suspendeu as aulas por três dias após um aluno testar positivo para o Covid-19. Outras escolas chegaram a orientar estudantes que viajaram  para locais afetados pela doença a não comparecerem às aulas, numa espécie de quarentena,  contrariando as orientações do Ministério da Saúde.

 

Um evento do Todos pela Educação foi cancelado por suspeita não confirmada de que a presidente do movimento, Priscila Cruz, estivesse com a doença. 

 

Diante da possibilidade de aumento do número de casos, o ministro Abraham Weintraub publicou um vídeo no Twitter orientando as instituições de ensino a se programarem para a possibilidade de adotarem medidas emergenciais no futuro, dependendo da evolução da infecção. O ministro mencionou a educação a distância como alternativa que pode ser adotada se for necessária alguma medida de contingência.

 

O recurso à educação a distância está gerando debates e dúvidas: esta é uma alternativa para que os estudantes não fiquem sem aula, mas traz uma série de impactos para os professores e os próprios alunos, indicando que ela não substitui plenamente os métodos e espaços escolares tradicionais.

 

Na China, onde as escolas foram fechadas por causa da epidemia de coronavírus, a governo implantou plataformas online para viabilizar os estudos dos alunos. Relatos indicam que essa experiência massiva de educação a distância está impactado tanto o trabalho dos professores (que se veem diante da necessidade de se adaptar a este formato) e de alunos, que relatam sentir falta do ambiente escolar.

 

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