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Jeduca | Associação dos jornalistas de educação
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Jeduca e Abraji protestam contra mudança do comitê de imprensa

10/02/2021

Medida, anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pode prejudicar o acompanhamento das sessões no plenário

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A  Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) divulgaram uma nota em protesto contra a decisão anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de mudar o Comitê de Imprensa para uma sala distante do espaço onde ocorrem as sessões da Casa.

 

As associações enfatizam os prejuízos que a mudança pode causar à cobertura jornalística das sessões, além de a nova sala não dispor de infraestrutura adequada para o trabalho dos profissionais.

 

Leia, a seguir, a nota na íntegra:

 

Mudança do comitê de imprensa da Câmara Federal prejudica trabalho de jornalistas

 

No dia 08.fev.2021, uma semana depois de ter sido eleito o novo presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) confirmou que pretende transferir repórteres que cobrem as atividades dos parlamentares para uma sala menor, sem janelas e distante da área onde são realizadas as sessões da Casa.

 

A área onde funciona o Comitê de Imprensa desde os anos 1960 foi projetada por Oscar Niemeyer. Como atesta reportagem feita em 2007, o arquiteto do Congresso Nacional pensou o espaço como um ambiente arejado e, para facilitar a rotina de repórteres, com acesso rápido ao plenário.

 

Atualmente, todo presidente da Câmara dos Deputados precisa, para chegar ao plenário, passar pelo Salão Verde da casa - uma área de circulação de jornalistas e representantes da sociedade.

 

Mas, ao ocupar o local reservado há décadas pelos jornalistas, o presidente da Câmara terá acesso direto ao plenário, sem precisar se expor às abordagens dos jornalistas. Além disso, o espaço para o qual os repórteres serão transferidos fica no subsolo da Casa, o que dificulta o acesso dos profissionais ao plenário e a toda movimentação da Câmara.

 

Ao longo de décadas, repórteres se aproveitaram de um espaço sem barreiras para conseguir dar conta dos debates nacionais e, ao mesmo tempo, enviar matérias com agilidade às redações. A sala atual dispõe de cabines onde profissionais gozam de alguma privacidade para conversar com fontes. A área prevista para a transferência não tem esses recursos.

 

Sob protesto e críticas de deputados e organizações como a Federação Nacional dos Jornalistas e a Associação Nacional de Jornais, Arthur Lira alegou que “a alteração em nada vai interferir na circulação da imprensa, que continuará tendo acesso livre a todas as dependências da Câmara, como plenário, corredores, salões e a própria presidência”, e que o objetivo da mudança é aproximar o presidente dos deputados. No local em que hoje funciona o comitê seria instalado um gabinete da presidência.

 

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e a Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) acreditam que essa medida é apenas uma mudança para atender à conveniência política e pessoal do deputado Arthur Lira. Antes de almejar ficar mais perto fisicamente de seus pares, o presidente da Câmara deveria se aproximar da sociedade e prezar pelo trabalho da imprensa.

 

Mudar o Comitê de Imprensa para o subsolo sinaliza desconhecimento do cotidiano dos jornalistas, desrespeito aos profissionais e falta de empatia com os esforços dos veículos para cobrir os assuntos relevantes do país em plena pandemia. A decisão também subestima os riscos que os jornalistas passam a ter em uma sala não adequada para o enfrentamento da covid-19.

 

A medida ainda representa uma restrição ao trabalho jornalístico, ao impedir que as movimentações do presidente da Câmara e de outros políticos de seu entorno possam ser acompanhados pela imprensa.

 

A decisão enfraquece o respeito e cumprimento de liberdades, direitos e deveres constitucionais, como a liberdade de imprensa, o direito à informação e o dever de transparência do Legislativo. Por fim, atenta contra a transparência pública e ataca a memória de um prédio simbólico para o país.

 

Diretorias da Abraji e da Jeduca, 10 de fevereiro de 2021.

 

 

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