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Jeduca | Associação dos jornalistas de educação
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Pisa 2018: dicas de abordagem para além do ranking

29/11/2019

Análise do desenvolvimento dos estudantes por faixa de desempenho e comparações ao longo do tempo são alguns enfoques possível

A jornalista Ana Carolina Moreno
Divulgação/Jeduca

A cobertura dos resultados de uma avaliação do porte do Pisa 2018, cujo relatório será lançado na terça-feira (3/12), sempre mobiliza a mídia. Afinal, é uma pauta com muitos enfoques e desdobramentos possíveis, por conta do volume de dados e informações levantadas pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), responsável pelo exame.

 

O Pisa traça um painel em nível mundial da aprendizagem de estudantes na educação básica, além de permitir saber como o Brasil está em relação a outros países na educação básica.

 

Justamente por isso, produzir reportagens com base no Pisa é um grande desafio. Como explicar os resultados numa linguagem acessível? Quais são os enfoques possíveis, além do tradicional ranking comparando o desempenho dos países?

 

Essas e outras perguntas foram respondidas no vídeo "Pisa 2018: dicas para cobertura além dos rankings", produzido pela Jeduca. Entre as orientações e dicas apresentadas no vídeo, vale destacar que o objetivo do Pisa não é produzir um ranking e sim conhecer o desenvolvimento dos estudantes. Mas como os resultados da avaliação agregam informações sobre diversos países é possível estabelecer comparações.

 

É importante perceber, porém, que existem vários aspectos que podem ser explorados, além da comparação entre países pela média. Alguns exemplos:

 

- Analisar o desempenho do Brasil em relação à média da OCDE, em relação à média geral. Vale também analisar como o Brasil está relação a países com características semelhantes (países da América Latina, países com tamanho e economias parecidas).

 

- Comparar os resultados do Brasil (e outros países) do Pisa 2018 com anos anteriores.

 

- Analisar o desenvolvimento dos estudantes por nível da escala de proficiência. O Pisa considera o nivel 2 como o básico - patamar que não foi atingido pela maior parte dos alunos brasileiros na edição de 2015 da avaliação.

 

- Nas comparações, é preciso levar em conta as diferenças entre os países. Por exemplo, ao comparar o Brasil com a Finlândia ou a Estônia, que se destacou no Pisa 2015, é preciso lembrar que os contextos são diferentes em termos de características socioeconômicas dos alunos, ambiente de valorização docente etc.

 

- Controlando as diferenças, é possível comparar, por exemplo, o desempenho dos alunos das faixas mais elevadas de renda (ou das faixas mais baixas) de países diferentes.

 

- Como o Pisa 2018 enfoca o desempenho em leitura, é possível comparar com os resultados de 2009, que também destacou leitura.

 

Confira o vídeo:

 

 

 

 

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