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Censo sinaliza consolidação da EAD na educação superior

Além de fazer uma radiografia das matrículas, ingressantes, oferta de cursos e de vagas, levantamento realizado pelo Inep aponta desafios para o país nessa área

04/11/2022
Marta Avancini

Os resultados do Censo da Educação Superior 2021, divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) nesta sexta-feira (4/11), trazem pontos relevantes relacionados aos desafios da educação brasileira nos próximos anos.

 

O Censo traz uma radiografia das matrículas, dos ingressantes, da distribuição de vagas, do número de docentes, entre outros. Além de servirem para elaboração de pautas e análises que ampliem a compreensão de questões centrais para a educação na atualidade, esta divulgação ocorre em um momento importante:

 

- Os dados mostram os impactos da pandemia nas matrículas do ensino superior e na oferta de cursos; 

- Governos estaduais e o governo federal passam por transições para os governantes eleitos nas Eleições de 2022; 

- O país precisará elaborar um novo PNE (Plano Nacional de Educação), uma vez que o atual encerra-se em 2024. O PNE traz, entre outras, metas específicas para o ensino superior.

 

A seguir, apresentamos alguns tópicos que podem render pautas.

 

Crescimento e fortalecimento da EAD

O Censo da Educação Superior 2021 mostra a consolidação da tendência de ampliação da oferta e das matrículas na EAD (Educação a Distância). 

 

Das 8.986.554 matrículas computadas em 2021, a EAD responde por 41% do total (3.176.370). No entanto, o número de ingressantes foi maior na EAD (2.477.374) do que na modalidade presencial (1.467.523). 

 

A modalidade ainda não é majoritária no conjunto do alunado, mas é a predominante no setor  privado, que concentra 76,9% do total das matrículas na educação superior no país. Em 2021, nas instituições de ensino superior privadas, a EAD respondeu por 70,5% dos 3.452.759 ingressantes. 

 

No total - ou seja, considerando as instituições públicas e privadas -, entre 2020 e 2021, houve aumento de 19,7% das matrículas a distância, ao passo que no presencial, houve diminuição de 5,5%. De 2019 a 2020, as matrículas em EAD já haviam crescido 26,8%.

 

Essa movimentação está relacionada aos impactos da pandemia de covid-19, período em que houve aumento do número de trancamentos em cursos presenciais e diminuição do número de participantes nos vestibulares e no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que é a principal porta de entrada para as instituições públicas - onde predominam os cursos presenciais. Nas federais, 6% dos alunos fazem curso a distância (81.833) de um total de 1.371.128 estudantes..

 

Em 2020, nas universidades e institutos federais (principal rede pública), foram registrados 270,8 mil trancamentos de matrícula contra 128,2 mil em 2019. Já o número de ingressantes caiu em cerca de 20 mil nessas instituições, considerando o mesmo período: passou de cerca de 362,5 mil para 342,5 mil.

 

As federais concentram 66% das matrículas do sistema público de ensino superior. Este, por sua vez, responde por cerca de 23% das matrículas em educação superior no Brasil.

 

Neste cenário, alguns pontos que podem render pautas são:

 

  • No setor privado, a oferta de cursos de graduação a distância tende a se concentrar em poucas instituições. De acordo com o censo, 20% das instituições de ensino superior particulares oferecem EAD (450 de 2.251). No setor público, o número de instituições é menor (313), mas 30% delas (104) oferecem EAD. Vale investigar quais são essas instituições, em que regiões do país atuam, quais cursos oferecem, como é esta oferta. 

 

  • O número de cursos a distância no Brasil aumentou 25% entre 2020 e 2021 (de 6.116 para 7.620) e já havia crescido 35% de 2019 para 2020 (4.529 para 6.116). No ano de 2000, eram somente 10. Vale um olhar atento a como se dá essa oferta. Qual é o conteúdo programático, que metodologias são adotadas, quem oferece (professor ou tutor), quais os mecanismos de avaliação dos estudantes e de controle de qualidade? O censo indica, entre outros pontos, que quanto maior a oferta de EAD, menor o número de professores contratados pela instituição. 

 

  • Censo indica consolidação da tendência de concentração da formação de professores nas IES privadas e a distância: 64% dos alunos de licenciatura estão em IES privadas e destes, 84% fazem curso a distância. Nas públicas, 81,2% dos alunos de licenciatura fazem curso presencial.

 

O material divulgado pelo Inep pode ser baixado aqui.

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