Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.
OK
A associação
Notícias
Guias
Congresso
Dados educacionais
Edital
Editora pública
Banco de fontes
CONTATO
ASSOCIE-SE
LOGIN ASSOCIADO
Agência Brasil
Outros

Como abordar as perdas de aprendizagem na cobertura de educação?

Um dos principais desafios das escolas e redes de ensino é identificar e lidar com as dificuldades dos estudantes, após o longo período de ensino remoto

14/03/2022
Redação Jeduca

Um dos principais focos das escolas e redes de ensino neste ano letivo de 2022 é a aprendizagem. Como se sabe o Brasil foi um dos países onde as escolas permaneceram fechadas por mais tempo por causa da pandemia de covid-19, o que gerou fortes repercussões na aprendizagem de estudantes de todos os níveis.

 

Por isso, as pautas relacionadas à aprendizagem podem ser uma boa linha de investigação para os repórteres. A partir das últimas semanas, vários estudos têm sido publicados, trazendo evidências relacionadas à aprendizagem, que podem ser bons pontos de partida para pautas.

 

Em várias partes do país, estão sendo divulgados resultados de avaliações que indicam que o desempenho dos estudantes está abaixo do esperado, o que, segundo analistas, é consequência das dificuldades de acesso ao ensino remoto, somado ao longo período sem aulas presenciais. Um exemplo é o caso da rede estadual de paulista: os resultados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) mostram aumento da proporção de estudantes com desempenho abaixo do esperado  em todos os níveis avaliados.

 

Entre as faixas etárias, a das crianças em fase de alfabetização foi uma das mais afetadas: o número de crianças de 6 e7 anos que não sabem ler e escrever aumentou 66% durante a pandemia, de acordo com estudo do Todos pela Educação. Um mapeamento realizado para uma pesquisa de mestrado da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) mostrou que um grupo de crianças de 8 a 12 anos avaliadas em 2021 e 2022 mostraram-se mais lentas para escrever e compreender palavras do que aquelas avaliadas antes da pandemia.

 

Outra pesquisa mostra que 76% das crianças em fase de alfabetização precisam de apoio para complementar a aprendizagem, de acordo com os pais. O estudo, encomendado pelo Itaú Social, Fundação Lemann e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), foi realizado pelo Datafolha.

 

A perda de aprendizagem pode impactar no abandono e evasão escolar, sobretudo entre os mais vulneráveis. A Fundação Getúlio Vargas identificou aumento da evasão na faixa de 5 a 9 anos, apontando que os mais novos saíram mais da escola durante a pandemia e retornaram menos que os estudantes de outras faixas etárias.

 

O diagnóstico é outra dimensão apontada como importante pelos especialistas, já que funciona como o ponto de partida identificar onde é preciso colocar a atenção. O MEC (Ministério da Educação) criou uma plataforma de avaliação diagnóstica, desenvolvida pelo Caed/UFJF (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação/Universidade Federal de Juiz de Fora), para apoiar redes de ensino. Além disso, organizações sociais como a Fundação Lemman e o Instituto Natura, desenvolveram materiais para apoiar as redes na recomposição da aprendizagem.

 

Já o Senado aprovou um projeto de lei que prevê a criação de programa, com duração de cinco anos, para promover a aprendizagem e de combate à evasão.

 

É interessante, então, ficar atento às ações desenvolvidas pelas redes de ensino nesse campo. O Consed (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação) mantém uma página em seu site de monitoramento das estratégias de ensino e de avaliação diagnóstica das redes estaduais.

 

Outro ponto de atenção são algumas redes de ensino, sobretudo pequenas e de municípios isolados, que ainda não retomaram o ensino presencial. Elas são minoria no país e não existe um monitoramento oficial, mas vale a investigação, especialmente nas áreas onde o ritmo de vacinação está lento ou naquelas que foram afetadas por eventos climáticos, como a Bahia e o Tocantins, que sofreram com as fortes chuvas em dezembro.

 

E para contribuir com a cobertura, a Jeduca preparou um vídeo sobre assunto com as jornalistas Jullie Pereira (AM), Margarida Azevedo (PE) e Mariana Tokarnia (RJ). Assista:

 

 

 

A Jeduca também publicou outro material de orientação sobre a volta às aulas no ano de 2022, que pode ser acessado aqui.

 

 

#pandemia #evasão #covid-19 #aprendizagem #abandono

PARCEIROS FINANCIADORES
Fundação Lemann
Fundação Telefônica Vivo
Instituto Ayrton Senna
Instituto Natura
Instituto Unibanco
Itaú Social
Itaú Educação e Trabalho
Maria Cecilia Souto Vidigal
PARCEIROS INSTITUCIONAIS
Abraji
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
CENPEC
OEI
Porto Lauand
Todos Pela Educação
UNESCO
Moderna
Loures
ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS DE EDUCAÇÃO