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Curso de jornalismo de educação já conta com mais de 470 concluintes

Com mais de 2 mil inscritos e 472 concluintes até o momento, curso foi realizado nos meses de abril e, nesta edição especial de 10 anos da Jeduca, oferece microbolsas

03/06/2026
Redação Jeduca

Nos meses de abril e maio, a Jeduca realizou a 4ª edição do curso Jornalismo de Educação: Bases para a Cobertura / Edição Especial 10 anos, em parceria com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo de Investigativo) e apoio da Abej (Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo). 

 

O curso recebeu 2.092 inscrições de jornalistas, profissionais de comunicação e estudantes da área de todo o Brasil que puderam acompanhar 11 aulas com jornalistas da área ao longo dos últimos dois meses. Até o momento, 472 pessoas concluíram o curso. Os participantes ainda têm até dia 15 de julho para assistirem às aulas. 

 

O interesse pelo curso superou o da última edição, promovida em 2023, que registrou 1.661 inscrições e contou com cerca de 400 concluintes. Confira um balanço das inscrições no box abaixo.

 

No formato on-line e gratuito, o curso contou com aulas sobre temas importantes para a cobertura da área de educação como financiamento, dados e evidências, fontes, tecnologia na educação, coberturas cotidianas como as de Enem e Sisu, novas métricas das redações e o uso de Inteligência Artificial para apurações jornalísticas, impacto e oportunidades na área e como como montar uma boa pauta ou TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em jornalismo de educação. 

 

“O jornalismo de educação ainda chega pouco às faculdade de jornalismo e comunicação. O nosso curso, neste formato, nasceu na pandemia e tem se mostrado como um importante instrumento de incentivo e qualificação da cobertura da área”, afirma Renata Cafardo, presidente da Jeduca. 

 

A presidente da Abraji, Ana Carolina Moreno, celebra o sucesso do curso: "É uma felicidade saber que mais de 400 jornalistas já concluíram a formação mais completa em jornalismo educacional do Brasil”.

Segundo Ana Carolina, “O jornalismo é uma profissão que exige capacitação contínua. Mas esse esforço é muito recompensado, tanto individualmente quanto com a contribuição para uma sociedade mais bem informada. Quando falamos em um tema tão fundamental quanto a educação, que ainda impõe tantos desafios no Brasil, termos mais jornalistas dominando o tema significa que o país tem mais recursos para saber o que está acontecendo e debater os melhores caminhos para superar os obstáculos”.

 

"Para a Abej, apoiar o curso de Jornalismo de Educação da Jeduca é reafirmar nosso compromisso histórico com a qualificação da formação jornalística no país”, ressalta Marluce Zacariotti, ex-presidente da Abej e responsável pela parceria com a Jeduca.

 

“Acreditamos que o curso fortalece tanto estudantes quanto profissionais ao oferecer ferramentas para compreender políticas educacionais, interpretar dados, ouvir comunidades escolares e traduzir temas complexos para a sociedade”, afirma Marluce, que vê a parceria como uma oportunidade de aproximar ainda mais a academia, as redações e as organizações dedicadas à educação.

 

Oportunidade: seleção para microobolsas

 

“Essa edição do nosso curso é especial, pois faz parte das iniciativas de 10 anos da Jeduca e, pela primeira vez, estamos oferecendo microbolsas para a produção de conteúdo para o nosso site e redes sociais como um incentivo para que os concluintes já coloquem a mão na massa e possam mergulhar em alguns temas da educação”, comenta Renata.

 

Os concluintes do curso foram convidados a se inscrever para concorrer a 5 (cinco) microbolsas de R$ 600 reais para produção de conteúdos formativos para o site e redes da Jeduca. As inscrições foram encerradas no dia 28 de maio e, no total, 95 sugestões foram registradas. 

 

As microbolsas são voltadas à produção de pautas que abordem aspectos relevantes da educação brasileira da última década (2016 a 2026) para apoiar a cobertura jornalística.

 

Das 5 microbolsas, 3 (três) vão priorizar jornalistas com perfil que se enquadre em grupos minorizados, como população negra, de povos indígenas, pessoas LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. As pautas e jornalistas selecionados serão divulgados no site e redes da Jeduca até 15 de junho. Confira um balanço dos inscritos no box abaixo.

 

Avaliação do curso

 

Até a publicação da matéria, 472 pessoas tinham concluído o curso. A maior parte (49,2%) é de estudantes de jornalismo/comunicação, seguida por jornalistas freelas ou autônomos (15,1%) ou profissionais de um veículo específico (10,7%) e profissionais que atuam em assessoria de imprensa ou comunicação interna (14,8%).

 

Entre os concluintes, 99% afirmaram ter ficado muito satisfeitos (87,2%) ou satisfeitos (11,8%) com os conteúdos do curso. Na avaliação, destacaram alguns aspectos positivos: conteúdo relevante, atual e abrangente, a qualificação dos professores, a boa articulação entre teoria e prática e a organização, dinâmica e acessibilidade das aulas. 

 

Nas redes sociais, Flávia Rodrigues, jornalista de São Paulo, escreveu: "Me reconectou com uma das coisas que mais gosto no jornalismo: olhar para um dado técnico, interpretar o que ele realmente revela e encontrar onde a história humana pulsa por trás da estatística. Onde a desigualdade aperta".

 

 

“Foi uma experiência que ampliou muito minha percepção sobre a cobertura educacional e sobre o papel do jornalismo na discussão de temas como acesso, desigualdade, permanência e políticas públicas”, escreveu a estudante de Jornalismo Mariah Alves Coelho, de Fortaleza, Ceará.

 

 
 

Dados de perfil dos inscritos no curso

  • A maioria dos inscritos é mulher (72,1%). 

 

  • 53,8% dos inscritos se declararam brancos. O segundo maior percentual foi de pardos (28%), seguido por pretos (15,3%), amarelos (1%) e indígenas (0,6%);


  • A maioria dos inscritos no curso é composta por estudantes (46,6%). Outros 40,9% são jornalistas formados, 9,2% trabalham como assessores de imprensa e 3,3% atuam como jornalistas, mas sem formação na área;

  • Quanto à idade dos inscritos, 52% tem entre 21 a 30 anos, 19,9% de 31 a 40 anos, 15% de 18 a 20 anos, 2,8% de 51 a 60 e 1% tem 61+;

 

  • Entre os inscritos com formação superior, 51,6% há menos de 5 anos, 23,4% de 5 a 10 anos, 17,2% de 11 a 20 anos e 7,9% há mais de 20 anos;

 

  • 4% dos inscritos declararam ser PCD, incluindo TEA (Transtorno do Espectro Autista), deficiência física, auditiva, visão monocular e fibromialgia.

 

 
 

Balanço das inscrições para as microbolsas 


  • A seleção recebeu inscrições de 17 UFs (AM, AP, BA, CE, DF, GO, MA, MG,PA, PE, PR, RJ, RS, SC, SE, SP, TO);

 

  • 51,6% dos inscritos são jornalistas formados, 38,9% são estudantes de jornalismo, 5,3% atuam como assessores de imprensa e/ou com comunicação institucional, 4,2% atuam como jornalista, mas não são formados em jornalismo;

 

  • 53,7% dos inscritos se declararam brancos, 29,5% pardos, 12,6% pretos, 1,1% amarelos e 3,2% preferiram não informar;

 

  • Mulheres são a maioria (76,8%), homens representam (21,1%) e não binários (2,1%);

 

  • A maioria dos inscritos é hetero (62,8%). 34%  LGBTQIA+  e 3,2% preferiram não declarar;

  • 3,2% dos inscritos são PCDs.

 

 
 
 
 
 
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