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Alice Vergueiro/Jeduca
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Educadora defende acolhimento na educação de jovens e adultos

A professora Êda Luiz, do Cieja Campo Limpo, em São Paulo, acredita que as escolas devem conhecer o aluno a fim de apoiar o seu desenvolvimento

13/09/2022
Maria Ferreira dos Santos/Oboré Projetos Especiais*

“Adoro contar história. Eu tô cheia de história”. Foi assim que Êda Luiz começou a sua conversa com Milena Teixeira, jornalista da Rádio BandNews, no 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação da Jeduca. Ao longo do bate-papo, a educadora narrou várias histórias sobre os seus mais de 52 anos de trabalho.

 

A vocação de Êda para lecionar surgiu na infância. A educadora nunca brincou de casinha, mas sim de escolinha. Essa aptidão tornou-se missão a partir dos anos 1980, quando recebeu o convite para trabalhar com  EJA (Educação de Jovens e Adultos). “Me apaixonei”, declarou a professora que acredita na máxima que é preciso conhecer o aluno para conseguir acolhê-lo.

 

Para Êda, a educação de jovens e adultos “não é uma extensão do ensino regular” frequentada por estudantes que não completaram a educação básica na idade esperada - muitos deles deixaram de frequentar a escola pela necessidade de trabalhar. “Por que a educação de jovens e adultos tem que acontecer só à noite se, no dia seguinte, o trabalhador tem que acordar às quatro da manhã?”, questionou Êda.

 

A partir dessas dores e incômodos Dona Êda, como é chamada, começou a formular uma nova proposta educacional em conjunto com seus estudantes no Cieja do Campo Limpo (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos), bairro da periferia da zona sul de São Paulo. “A educação não faz nada sozinha, é necessário conhecer a comunidade”, argumentou a palestrante.

 

Com as contribuições dos alunos, o curso supletivo tornou-se mais atrativo, evitando a evasão escolar. A educadora contou que abdicou das tradicionais carteiras colegiais ao ouvir que elas representavam uma “cela solitária”, pois ali o aluno ficava sem a possibilidade de integração. 

 

Inspirada no patrono da educação brasileira, Paulo Freire - que acreditava no aprendizado pela troca - liberou seus alunos que se reuniam em rodas e escreviam sobre os bancos de madeira, longe dos assentos enfileirados das salas convencionais.

 

Para a palestrante, é através da escuta que há o acolhimento e, assim, a transformação da realidade de um cidadão. A mediadora da mesa, inclusive, compartilhou com o público sua experiência de estudante em escolas públicas e na universidade, como cotista. Milena afirma que a atenção de seus professores fez toda diferença. “Obrigada por acreditarem em mim”, completou.

 

As mudanças realizadas por Dona Êda mostraram resultado. Sob sua direção o Cieja Campo Limpo transformou-se em referência nessa modalidade de ensino. “Abrimos os portões e não fechamos até hoje”, completou.

 

O 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação da Jeduca conta com o patrocínio master de Itaú Educação e Trabalho e Instituto Educbank, patrocínio de Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Península, Instituto Unibanco, Itaú Social e  Santillana Educação, XP Educação e apoio da Fecap, Canal Futura/Fundação Roberto Marinho, Colégio Rio Branco,  Loures Consultoria e Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil.

 

*Edição: Ronald Sclavi

 

A cobertura oficial do 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação é realizada por estudantes, recém-formados e jornalistas integrantes da Redação Laboratorial do Repórter do Futuro, da OBORÉ. A equipe opera sob coordenação do Conselho de Orientação Profissional e do núcleo coordenador do Projeto, com o apoio da editoria pública e da equipe de comunicação da Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação).

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