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Alice Vergueiro/Jeduca

O desafio de cobrir eleições numa democracia em crise

Diretor da sucursal de Brasília do Estadão, Marcelo Beraba falou em linhas gerais sobre uma campanha sem precedentes, pela conjugação de crises (política, econômica e social) e pelo fator Lava Jato

06/08/2018
Marina Kuzuyabu

O 2º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação começou com uma apresentação de Marcelo Beraba, diretor da sucursal de Brasília do jornal O Estado de S. Paulo, sobre a cobertura eleitoral – foco do evento da Jeduca. Envolvido profissionalmente com o tema desde 1989, Beraba afirmou que a campanha de 2018 tem características sem precedentes em virtude da sobreposição de crises (política, econômica e social) e do fator Operação Lava Jato. Como resultado disso, há um problema ainda mais grave, que é a crise da própria democracia.

 

O jornalista listou algumas prioridades para as redações. Primeiro, é preciso desconstruir as candidaturas para entender sua formação e as articulações que as sustentam. Para Beraba, havia uma ideia, com base na experiência de eleições passadas, de que esta eleição teria menos candidatos construídos artificialmente com o marketing. "Não é o que está acontecendo”, afirmou. “Qual é a imagem que essas candidaturas estão querendo passar? Qual é o histórico dos candidatos? Há contradições no programa? Essas são algumas perguntas que precisam ser feitas”, complementou.

 

Também é preciso ter um olhar forte para os programas, que não são levados a sério no Brasil. Aliás, a maioria dos candidatos sequer tem um, frisou Beraba. Ainda que não haja garantias de que serão efetivamente implementados, eles funcionam como um compromisso mínimo para ser cobrado.

 

O financiamento das campanhas é outro tema sensível, especialmente o de candidatos ao Congresso Nacional. De acordo com o jornalista, as redações dão uma ênfase muito grande para os cargos executivos, mas “é no Congresso que se dá a divisão dos recursos públicos”.

 

Apurar, e não narrar

 

Além das prioridades da pauta, o diretor do Estadão chamou atenção para a qualidade da cobertura jornalística. “Não basta relatar os fatos. Temos a responsabilidade de entender bem os assuntos e de sair da frente dos computadores. Gente, venham para a rua”, enfatizou.

 

Checar os fatos é igualmente fundamental, assim como evitar o assédio que vêm das redes sociais. “Me preocupo muito com a exposição dos repórteres nas redes. O clima está piorando. Há reações contra repórteres sérios e essas reações estão saindo do assédio para a violência física. Tem que denunciar isso”, apontou .

 

Além de denunciar, é preciso se proteger, evitando o tipo de exposição que alimenta “essas tentativas de desacreditar os meios”. “Os meios [os veículos] têm meios de enfrentar isso. Mas individualmente esse assédio machuca, inibe e pode afastar o jornalista da cobertura", disse Beraba.



 

#2}CongressodaJeduca #MarceloBeraba

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