Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.
OK
A associação
Notícias
Guias
Congresso
Dados educacionais
Edital
Editora pública
Banco de fontes
CONTATO
ASSOCIE-SE
LOGIN ASSOCIADO
Camila Araujo/Oboré Projetos Especiais
Congressos

Orçamento da educação é desafio para representantes de candidatos

Na mesa de abertura do 6º Congresso da Jeduca, representantes dos candidatos à Presidência falaram sobre os desafios para o próximo governo na área da educação

12/09/2022
André Derviche/Oboré Projetos Especiais*

Estudantes brasileiros da educação básica ficaram cerca de 178 dias longe das escolas em 2020, durante a pandemia de covid-19, de acordo com relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Para se ter uma ideia, a média dos países europeus foi de 48 dias. 


As consequências do longo período de fechamento das escolas vão desde prejuízos na alfabetização até danos à saúde mental. Com isso, os candidatos à Presidência reconhecem que recuperar o “tempo perdido” é um desafio que se torna mais complexo, com os cortes orçamentários previstos para 2023. A previsão é de cerca de R$ 1,1 bilhão a menos do que neste ano. 

 

A gestão desse setor pelo próximo governo foi debatida na mesa de abertura do 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação promovido pela Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação), com participação do deputado Reginaldo Lopes (PT), o ex-ministro Rossieli Soares e o economista Nelson Marconi, representantes das campanhas de Lula (PT), Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT), respectivamente.A mediação foi da repórter especial do jornal O Estado de S.Paulo e presidente da Jeduca, Renata Cafardo, e do colunista d'O Globo, Antônio Gois.

 
A Jeduca convidou um representante do candidato Jair Bolsonaro (PL) para participar, mas não obteve resposta.


“O grande desafio pós-pandemia é a crise social que o país está vivendo. Precisamos garantir esse investimento nos estados e municípios. Hoje, a educação infantil e de tempo integral sofre um subfinanciamento. O governo federal terá que assumir responsabilidade”, afirmou Reginaldo Lopes. A campanha de Lula, inclusive, se comprometeu a estabelecer um plano emergencial de recuperação de aprendizado.

 

Para compensar o déficit educacional gerado pela pandemia, Nelson Marconi cita a necessidade de reforço escolar. Para isso, em meio à crise orçamentária, os recursos viriam de uma reforma tributária e de mudanças no teto de gastos. Em sua fala, Nelson aproveitou para reafirmar a importância do ensino presencial.

 

Já Rossieli aposta no aumento de volume de recursos e de eficiência nas políticas de educação, inclusive das já existentes, como a escola em tempo integral. Além disso, segundo ele, Tebet assumiu o compromisso de criar uma Secretaria Nacional da Infância e Juventude. “Temos que ter foco no auxílio aos municípios, principalmente porque eles têm a maioria das redes”, apontou o representante de Tebet.

 

Novo Ensino Médio

Além do impacto da pandemia, os representantes foram questionados sobre temas como o Novo Ensino Médio. Os três se posicionaram contrariamente à revogação desta proposta,como defendem alguns segmentos do debate educacional. Porém, ajustes como aumento da carga horária escolar para 7 horas diárias foram defendidos.

 

No entanto, eles reconheceram que existem desafios, como a implementação dos itinerários formativos, que correspondem a 40% do currículo. “Os itinerários precisam estar ligados à realidade das crianças e adolescentes”, afirmou Marconi lembrando que a campanha de Ciro defende a criação de um programa de estágio para jovens financiado pelo governo.

 

O deputado Lopes analisa que a resistência ao Novo Ensino Médio se deve ao fato de ele ter sido implementado por meio de Medida Provisória e disse acreditar que o ideal seria generalizar o modelo dos institutos federais, que hoje atendem cerca de 1 milhão de estudantes, a todo o alunado do ensino médio.

 

Rossieli chamou atenção para a importância da formação de professores como estratégia para qualificar a implementação do novo currículo do secundário.

 

Este é o primeiro texto da cobertura do 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação da Jeduca. A produção é feita pelos integrantes do Projeto Repórter do Futuro, iniciativa da OBORÉ Projetos Especiais.

 

O 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação da Jeduca conta com o patrocínio master de Itaú Educação e Trabalho e Instituto Educbank, patrocínio de Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Península, Instituto Unibanco, Itaú Social e  Santillana Educação, XP Educação e apoio da Fecap, Canal Futura/Fundação Roberto Marinho, Colégio Rio Branco,  Loures Consultoria e Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil.

 




* Edição: Anelize Moreira e Ilustração: Camila Araujo

 

A cobertura oficial do 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação é realizada por estudantes, recém-formados e jornalistas integrantes da Redação Laboratorial do Repórter do Futuro, da OBORÉ. A equipe opera sob coordenação do Conselho de Orientação Profissional e do núcleo coordenador do Projeto, com o apoio da editoria pública e da equipe de comunicação da Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação).

#projetorepórterdofuturo #oboré #jeduca2022 #eleicoes2022 #conteprajeduca #6congressojeduca

PARCEIROS FINANCIADORES
Fundação Lemann
Fundação Telefônica Vivo
Instituto Ayrton Senna
Instituto Natura
Instituto Unibanco
Itaú Social
Itaú Educação e Trabalho
Maria Cecilia Souto Vidigal
PARCEIROS INSTITUCIONAIS
Abraji
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
CENPEC
OEI
Porto Lauand
Todos Pela Educação
UNESCO
Moderna
Loures
ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS DE EDUCAÇÃO