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Alice Vergueiro/Jeduca
Congressos

Política e polarização desafiam a cobertura de educação

Ideologia, visão de mundo e estratégia de comunicação de governantes podem atrair o interesse público para pautas menos relevantes

13/09/2022
Beatriz Figueiredo/Oboré Projetos Especiais*

“Muitas vezes não interessa às autoridades públicas que a população ganhe mais conhecimento e mais senso da realidade”. Foi com essa frase que Felipe Moura Brasil, jornalista do Estadão, opinou sobre a educação atual do país na mesa “Política e educação em tempos polarizados” nesta terça-feira, 13, no congresso do Jeduca

 

Também participaram da sessão as jornalistas Maria Cristina Fernandes (Valor Econômico e CBN) e Vera Magalhães (O Globo e CBN). A mediação foi de Renata Cafardo, repórter especial do Estadão e presidente da Jeduca.

 

Segundo o jornalista, em muitos casos, os projetos de melhoria da educação são de médio ou longo prazo, tornando-se difíceis de serem realizados, já que o mandato do presidente da República é de apenas quatro anos. De acordo com Moura Brasil, isso incentiva, de certa forma, as pessoas a buscarem uma reeleição na esperança de que as promessas sejam cumpridas. Além disso, acrescentou o jornalista, os políticos tentam deixar a população na ignorância ou doutriná-la com ideias de interesse deles, para que seja mais fácil convencer os eleitores a acreditarem em suas promessas. 

 

Maria Cristina complementou a fala do colega ao analisar os principais obstáculos da divulgação de informações sobre a educação do país, sobretudo no governo atual. A jornalista diz que a maior dificuldade foi o cultivo das fontes, por conta da troca frequente de ministros da Educação no governo Bolsonaro. 

 

“As trocas na educação são o melhor exemplo das diferentes fases desse governo, que não são fases excludentes. Em nenhuma dessas fases era possível distinguir uma concepção de educação voltada para o pensar. Acho que esse governo acredita que educação é adestrar.” concluiu Maria Cristina.

 

Para Vera Magalhães, uma lição para o jornalismo é não se deixar cair nas “cascas de banana” deixadas pelo governo Bolsonaro, as quais servem para distrair a população de problemas na educação, como por exemplo a inoperância do MEC. “A gente se desvia das pautas principais e passa o dia discutindo as pautas que o governo traz. Na educação a gente ficou muito preso no ruído e deixou de ver a inoperância do Inep, do MEC, o sucateamento das universidades federais. O que apareceu para o público, especialmente na cobertura massiva de TV e rádio, foi o ruído”, disse Vera. 

Ataques a jornalistas

Outro assunto abordado na mesa foram os ataques à democracia e à liberdade de imprensa que as jornalistas estão sofrendo com falas odiosas, muitas vezes do próprio presidente Bolsonaro. Pelos menos quatro jornalistas sofreram com a misoginia, entre elas estão Patrícia Campos Mello, Miriam Leitão, Vera Magalhães e, mais recentemente, Amanda Klein. 

 

O 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação da Jeduca conta com o patrocínio master de Itaú Educação e Trabalho e Instituto Educbank, patrocínio de Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Península, Instituto Unibanco, Itaú Social e  Santillana Educação, XP Educação e apoio da Fecap, Canal Futura/Fundação Roberto Marinho, Colégio Rio Branco,  Loures Consultoria e Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil.

 


* Edição: Anelize Moreira

 

A cobertura oficial do 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação é realizada por estudantes, recém-formados e jornalistas integrantes da Redação Laboratorial do Repórter do Futuro, da OBORÉ. A equipe opera sob coordenação do Conselho de Orientação Profissional e do núcleo coordenador do Projeto, com o apoio da editoria pública e da equipe de comunicação da Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação).

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