Como fica a educação de crianças diante do aumento de guerras e conflitos imigratórios pelo mundo? Duas premiadas jornalistas internacionais compatilham suas experências sobre como a imprensa e as sociedade podem ajudar a garantir os direitos dessas meninas e meninos.
Com Hadeel Arja (Tiny Hand/Síria) e Jo Napolitano (The 74/EUA) e mediação de Yan Boechat.
Premiada jornalista investigativa e documentarista síria, fundadora e editora-chefe da Tiny Hand, uma plataforma de mídia independente dedicada a contar as histórias de crianças afetadas por conflitos, deslocamentos e violações de direitos humanos por meio do jornalismo investigativo e visual.
Seu trabalho recebeu reconhecimento internacional, incluindo o Prêmio Samir Kassir de Liberdade de Imprensa e o Fetisov Journalism Award, entre diversas outras distinções. À frente da Tiny Hand, continua desenvolvendo narrativas inovadoras e multiplataforma que colocam os direitos, a dignidade e as experiências vividas por crianças no centro do jornalismo de interesse público.
Foi repórter por quase duas décadas do The New York Times, Chicago Tribune e Newsday. Em 2016, recebeu uma Spencer Education Fellowship para a Columbia University, oportunidade em que escreveu o livro The School I Deserve: Six Young Refugees and Their Fight for Equality in America (Beacon Press, 2021). Atualmente, é repórter sênior do The 74, premiado site de notícias sobre educação. Ao longo de sua carreira, a educação se tornou seu principal foco, tema que também se relaciona à sua própria trajetória: nascida em Bogotá, na Colômbia, foi adotada por uma família de trabalhadores de Long Island e é a primeira pessoa de sua família a concluir o ensino superior. Formou-se pela Medill School of Journalism, da Northwestern University.
Foi bolsista da Education Writers Association (EWA) em 2020 e 2024 e do Fund for Investigative Journalism, em 2020. Em 2025, foi indicada ao Prêmio Pulitzer por uma investigação de 17 meses sobre discriminação nas matrículas de estudantes imigrantes mais velhos. Em 2026, recebeu um doutorado honorário da Molloy University e o primeiro lugar da National Association of Hispanic Journalists por seu trabalho na área de educação. Suas reportagens também foram publicadas pelo The Guardian. Acredita que a vida de nenhuma criança deve ser deixada ao acaso.
Uma abertura especial para celebrar os 10 anos da Jeduca.
Estudantes de quatro escolas públicas de São Paulo com a mesma idade da Jeduca, 10 anos, e que participam do programa Imprensa Jovem no Ar, compartilham suas experiências e perspectivas sobre educação, informação e jornalismo.
Mais uma vez o Brasil chega polarizado às urnas para eleger um novo presidente. Soma-se a isso um contexto global ainda mais tenso em um segundo mandato de Donald Trump, marcado por uma guinada maior ao conservadorismo. Nesta mesa, reunimos um especialista brasileiro e uma jornalista norte-americana para discutir como fica a educação neste contexto. Alvo de disputas ideológicas entre esquerda e direita, onde vão parar as políticas baseadas em evidências e os projetos para desenvolver uma educação de qualidade? A pressão das ideologias sobre a educação é o tema deste debate.
Com Cara Fitzpatrick (Chalkbeat/EUA) e Alexandre Schneider (FGV/EAESP) e mediação de Antônio Gois.
Jornalistas que pautam o debate eleitoral na imprensa discutem qual o lugar da educação na cobertura. Traz audiência e engajamento? Há espaço em um cenário tão polarizado para discussões de propostas de políticas educacionais?
Com Bernardo Mello Franco (O Globo), Eliane Cantanhêde (Estadão), Iuri Pitta (CNN Brasil) e Mônica Waldvogel (GloboNews).
Alvo de disputas, o orçamento público é um tema sensível e que é fonte frequente de embates entre o Executivo e o Legislativo. Com o quarto maior montante entre as áreas do governo, o Ministério da Educação tem uma verba robusta, mas com um cobertor ainda curto para dar conta de um cenário que envolve Pé-de-meia, universidades federais, manutenção da educação básica, entre outras iniciativas. Nesse contexto, a mesa pretende debater qual a realidade do orçamento federal da educação e os desafios para o próximo ciclo de governo.
Com Dalmo Palmeira (Instituição Fiscal Independente) e Bruno Bondarovsky (Central das Emendas) e mediação de Paula Ferreira (Estadão/Jeduca) e Paulo Saldaña (Folha de S.Paulo/Jeduca).
Em um contexto de predomínio das redes sociais, crescimento do conservadorismo e até de extremos como a disseminação do movimento red pill, como formar meninos hoje? A violência contra contra as mulheres chega também às escolas, em meio a índices alarmantes de feminicídio no Brasil. Como a educação dessas crianças pode levar em conta a construção de uma sociedade igualitária, que leve a uma masculinidade saudável e que preserve a vida das mulheres? E qual o papel do jornalismo nessa discussão?
Com Cristina Fibe (jornalista, roteirista e escritora), Ismael dos Anjos (jornalista e consultor) e Isabela Venturoza (antropóloga) e Sandro Costa (professor/RJ).
Marcelo Moreira apresenta a reportagem exibida no Jornal Hoje, da TV Globo, que revela, a partir de dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, as desigualdades nas condições de oferta da educação em diferentes regiões do país. Com foco no Maranhão e passagens por Roraima, Amapá, Amazonas e São Paulo, a reportagem mostra escolas com salas deterioradas, falta de banheiros e até unidades funcionando em espaços improvisados, e discute os impactos dessas condições sobre o ensino e a aprendizagem. Na apresentação de bastidores, Marcelo vai contar como foi a apuração e como o trabalho colaborativo entre jornalistas de diferentes regiões ajudou a levar à televisão nacional realidades tão diversas da educação brasileira.
Reportagem contou também com a produção de Eduardo Santos e Olívia Franse, da TV Mirante; apoio de Luciane Marques, da Rede Amazônica; imagens de Miguel Lindoso e Dida Lima; apoio técnico de Hugo Deleon; arte de Lara Souza e Will Nogueira; edição de vídeo de Alexandre Ferreira; e edição de texto de Eduardo Santos e Ítalo Di Lucena.
A morte de jovens por suicídio é um problema que as redações precisam aprender a abordar com responsabilidade. Com o aumento dos casos entre adolescentes no Brasil, o tema impõe desafios ao jornalismo: como informar sem contribuir para o efeito contágio? O que deve ser mostrado — e o que não deve ser publicado? E qual é o papel da escola na prevenção e na identificação de sinais de alerta?
Com Gustavo Estalisnau (psiquiatra), Nalu Saad (jornalista e ativista), Suzana Singer (Folha), painelista a confirmar e mediação de Fabiana Cambricoli (Estadão).
O mercado jornalístico vive intensa transformação, com pressões que vão da crise dos modelos tradicionais à atuação das big techs. Nesse encontro, vamos debater desafios e estratégias para novos modelos e projetos na busca da audiência.
Com Guilherme Amado (Amado Mundo), Sanara Santos (Alma Preta) e Sérgio Spagnuolo (Núcleo Jornalismo) e mediação de Mirella Araújo (Jornal do Commercio/PE e Jeduca).
Como os dados de arte e cultura se conectam com a realidade da educação? Esta oficina propõe um olhar prático para o cruzamento de indicadores entre as áreas, destacando a intersetorialidade como caminho fundamental para garantir direitos e fortalecer a aprendizagem no Brasil. Com base em evidências e casos práticos, vamos debater estratégias para enriquecer a cobertura jornalística, qualificar o debate público e acompanhar a implementação de políticas intersetoriais.
Oficina oferecida pela Fundação Itaú, patrocinadora master do evento.
A cidadania é um direito, mas seu exercício é aprendido. Como garantir que a escola seja o espaço onde essa formação acontece de forma efetiva, equitativa e sustentável? Uma oficina para discutir pontos de vista, debater desafios da universalização da educação cidadã de qualidade nas redes públicas brasileiras e apoiar a cobertura deste tema. Com Helena Rabethge, João Tavares e Fabiano Lima.
Oficina oferecida por Instituto Machado Meyer, patrocinador master do evento.
Diretores e diretoras escolares estão no centro de muitas das decisões que afetam o cotidiano das escolas, mas ainda são pouco ouvidos e retratados de forma simplificada pela imprensa. Nesta oficina, jornalistas e gestores escolares se encontram para discutir como ampliar e qualificar a cobertura sobre liderança escolar. A partir de experiências e situações concretas, os participantes vão refletir sobre os desafios da gestão, identificar oportunidades de pauta e construir novos olhares para reportagens que revelem a complexidade do trabalho dos gestores - para além das crises, dos casos excepcionais e das histórias de superação individual.
Oficina oferecida por Instituto Unibanco, patrocinador master do evento.
Nesta oficina prática, o Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra) apresentará ferramentas e caminhos para incorporar dados raciais do Censo Escolar e outros indicadores à apuração jornalística. Os participantes vão explorar dados sobre infraestrutura, formação docente, trajetória dos estudantes, distorção idade-série e taxas de aprovação, reprovação e abandono, aprendendo a identificar padrões de desigualdade, especialmente racial, e transformá-los em perguntas e pautas. O Cedra também apresentará sua metodologia e plataforma para comparar escolas a partir do perfil racial dos estudantes a fim de contribuir para um olhar mais atento às desigualdades e à equidade educacional.
Oficina oferecida pela Imaginable Futures, patrocinadora master do evento.
Em primeira mão, a oficina apresenta um panorama do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026, mostrando a abrangência dos dados e indicadores reunidos pela publicação. A proposta é familiarizar os jornalistas com o Anuário e discutir como esse amplo retrato da educação brasileira pode ajudar a identificar os desafios que merecem atenção no contexto das Eleições 2026 e subsidiar a cobertura jornalística.
Oficina oferecida pelo Todos Pela Educação e Santillana Educação, patrocinadores do evento.
Como fica a educação de crianças diante do aumento de guerras e conflitos imigratórios pelo mundo? Duas premiadas jornalistas internacionais compatilham suas experências sobre como a imprensa e as sociedade podem ajudar a garantir os direitos dessas meninas e meninos.
Com Hadeel Arja (Tiny Hand/Síria) e Jo Napolitano (The 74/EUA) e mediação de Yan Boechat.
A reportagem “Aumento de imigrantes transforma escolas em espaço de acolhimento para pais e filhos na Zona Leste de SP", de Matheus Santino para a Agência Mural, mostra como o crescimento da população imigrante na região vem transformando escolas e creches em espaços de acolhimento para estudantes e suas famílias. Nesta apresentação de bastidores, Matheus vai compartilhar detalhes da apuração, as iniciativas criadas pelas escolas nesse contexto e os principais desafios encontrados na reportagem.
Como o uso de IA nas redações vem alterando rotinas de trabalho para jornalistas? Quais são os novos cenários, riscos e oportunidades para quem cobre educação e está entrando neste mercado em transformação digital. Deepfakes, pesquisa reversa, chatbots, automação de rotinas e apuração de dados educacionas. Esta mesa irá debater os aprendizados recentes associados ao fazer jornalístico na fronteira entre novas linguagens, mídias, dados, tecnologia e educação.
Com Dora Kaufman (PUC-SP), Luiza Queiroz (Agence France-Presse) e Shin Suzuki (BBC News Brasil).
Jornalistas bolsistas da Jeduca de todo o País entrevistam o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Aprovado pelo Congresso Nacional, o ECA Digital entrou em vigor em março deste ano para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. A legislação é considerada um marco global e pretende assegurar os direitos de meninos e meninas na internet. Mas as escolas e o jornalismo estão preparados para atuar nessa nova era? Como garantir que jovens não sejam tolhidos de ocupar esses espaços, mas, ao mesmo tempo, permitir que estejam ali de forma saudável? Nesta mesa, as palestrantes vão debater sobre os desafios e gargalos para implementar essas mudanças e monitorá-las na prática.
Com Ana Claudia Cifali (Instituto Alana), Michele Prado (NUPVE-MPRS) e Vanessa Cavalieri (TJRJ).
Thatiany Nascimento apresenta e conta os bastidores da reportagem “Alunos 60+ ocupam universidade para manter mente ativa, socializar e reforçam debate sobre inclusão”, produzida para o Diário do Nordeste (CE), sobre a presença de estudantes idosos na maior universidade do Ceará. A reportagem aborda as razões que levam pessoas 60+ de volta às salas de aula, os efeitos dessa experiência e os desafios de inclusão e acessibilidade.
Como o crescimento do consumo de vídeos curtos em plataformas digitais tem transformado as redações jornalísticas no país? À medida que veículos tradicionalmente associados ao jornalismo de texto ampliam sua produção para formatos como Reels, TikTok e Shorts, novas demandas têm surgido para organizações jornalísticas e profissionais da área. Além da linguagem e da distribuição, como essas mudanças impactam rotinas de trabalho, composição das equipes, processos de apuração e critérios editoriais? Esta mesa pretende discutir como o jornalismo tem se adaptado à ascensão dos vídeos curtos, considerando tendências, oportunidades e desafios nesse cenário.
Com Jéssica Nakamura (DW Brasil), Larissa Buchard (Estadão), Luiza Tenente (g1 e Jeduca), Milena Teixeira (Metrópoles) e mediação de Thais Borges (Jornal Correio/BA e Jeduca)
Alice Martins e Renata Hirota apresentam a reportagem “Com calor de até 35 °C, metade das escolas públicas de Belém ainda não tem climatização adequada”, publicada no InfoAmazonia. A partir do cruzamento de dados sobre climatização, temperaturas e arborização urbana, a reportagem revela a dupla exposição ao calor extremo enfrentada por estudantes: eles estudam em escolas sem climatização adequada e vivem em bairros com pouca cobertura vegetal. Elas vão compartilhar os bastidores da apuração, o uso de dados públicos e a construção das visualizações e do mapa interativo que ajudaram a revelar as desigualdades territoriais.
Plataformas digitais prometem tornar a educação mais eficiente, personalizada e conectada. Mas o que acontece quando decisões sobre o que ensinar, como ensinar e como acompanhar a aprendizagem passam a ser cada vez mais mediadas por tecnologias? Na escola plataformizada, quem define os caminhos da aprendizagem: professores, estudantes ou as próprias plataformas?
Com Éverton de Alemida (professor SC), Juliane Rodrigues Vais (Upes/PR) e painelistas a confirmar.
A Fundação Itaú atua para ampliar o acesso à educação e à cultura como direitos fundamentais e vetores de transformação social. Estruturada em três frentes — Itaú Cultural, Itaú Educação e Trabalho e Itaú Social —, a Fundação desenvolve programas, pesquisas, formação e ações de incidência em políticas públicas, em parceria com governos, universidades e organizações da sociedade civil, contribuindo para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades para os brasileiros.
O Observatório de Educação é um portal de curadoria e produção de conhecimento do Instituto Unibanco voltado a gestores, pesquisadores e educadores. A plataforma reúne artigos, pesquisas, e estudos sobre políticas educacionais, com foco em fortalecer a gestão escolar.
A Fundação Lemann é uma organização filantrópica familiar, independente e apartidária que, desde 2002, atua em parceria para impulsionar mudanças sistêmicas na educação pública e no desenvolvimento de lideranças, contribuindo para um Brasil mais justo.
Contribuímos com iniciativas para o desenvolvimento de competências digitais em educadores e estudantes de escolas públicas brasileiras. Em 2025, mais de 2,3 milhões de pessoas foram beneficiadas por nossos projetos educacionais e ações voluntárias.