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3.º Edital premia TCCs sobre EJA, meritocracia e quilombolas

Edital de Jornalismo de Educação, destaca, na Categoria Estudante, trabalhos sobre mulheres que voltam a estudar, a cobertura de educação sobre a Baixada Fluminense e os desafios de jovens quilombolas na UFPA

13/04/2022
Redação Jeduca

As histórias de cinco mulheres que decidiram voltar à sala de aula, a cobertura de um jornal carioca sobre a educação na Baixada Fluminense e a trajetória educacional de jovens mulheres quilombolas que estudam na UFPA (Universidade Federal do Pará). 

 

Esses são os temas dos três TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) vencedores do 3.º Edital de Jornalismo de Educação – Categoria Estudante, cujo resultado foi anunciado nesta quarta-feira (13/4).

 

O impacto da EJA

O primeiro lugar foi concedido ao livro-reportagem “Mulheres fora de série – A alfabetização e o retorno à escola depois dos 40”, de Gabriela Alves Santos Rocha. O trabalho foi apresentado à Fapcom (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação), de São Paulo.

 

Gabriela conta as histórias de cinco mulheres, uma de cada região brasileira, que decidiram superar as resistências e dificuldades, voltaram à escola e tiveram suas vidas transformadas.

 

A narrativa é permeada por reflexões sobre os fatores sociais e culturais que modelam a condição feminina, impossibilitando, muitas vezes, a continuidade dos estudos e a conquista de autonomia. Rosana, uma das mulheres retratadas, largou a escola com 12 anos, quando começou a trabalhar, casou-se com 15, teve filhos, divorciou-se e somente depois dos 50 anos retomou os estudos.

 

Na obra, as experiências pessoais são permeadas por informações de contexto e análises a respeito da importância da educação para a autonomia e o desenvolvimento pessoal, além de um resgate da história da educação no Brasil e de uma discussão sobre a importância da EJA (Educação de Jovens e Adultos). Conheça o livro aqui.

 

Um olhar sobre a meritocracia

A monografia “A Baixada Fluminense e o mito da meritocracia: Análise do discurso jornalístico do periódico Extra sobre a educação periférica”, de Marcos Vinícius Aragão Furtado, foi a segunda colocada. O trabalho foi defendido no Ibmec em 2021.

 

Marcos analisou reportagens sobre a educação na região da Baixada Fluminense, publicadas durante cinco anos no jornal Extra. Concluiu que boa parte das matérias analisadas não se aprofunda nos problemas de gargalos educacionais da região, além de tratar o sucesso de alguns jovens pela perspectiva da superação individual, como se fossem "super-heróis" por conseguirem superar as adversidades.

 

Nessa medida, conclui Marcos, o jornalismo acaba contribuindo para conservar o mito da meritocracia na sociedade, ao invés de se aprofundar nos desafios e gargalos decorrentes da ausência de ações do poder público. O TCC pode ser consultado aqui.

 

Quilombolas e o direito à educação

Os desafios enfrentados por jovens mulheres quilombolas para ingressarem e permanecerem na universidade são o fio condutor da reportagem “Mulheres quilombolas em busca de educação superior no Pará: Luta por direitos e a vivência de jovens negras da UFPA”, de Daisy Feio da Cunha, terceira colocada.

 

A narrativa dá visibilidade aos desafios enfrentados pelas estudantes para acessarem ao direito à educação. São inúmeras as barreiras – a precariedade da infraestrutura das escolas situadas nos quilombos, a necessidade de percorrer longas distâncias para chegar às escolas urbanas e manter os estudos, as barreiras de aprendizagem e adaptação ao chegarem na universidade são apenas alguns dos temas enfocados por Daisy. Leia a reportagem aqui.

 

Mais diversidade

O Edital de Jornalismo de Educação é uma iniciativa da Jeduca e do Itaú Social, que premia TCCs em formato de jornalístico ou monografia sobre educação. 

 

Os trabalhos foram avaliados por uma Comissão Julgadora e Editorial coordenada por Denise Chiarato. Além dela, integram o grupo Ricardo Falzetta, Rodrigo Ratier e Marta Avancini.

 

Para Denise, uma característica desta terceira edição do Edital , foi o alcance do projeto, que atraiu 103 candidatos de 17 Unidades da Federação brasileira. 

 

“Ficou claro para nós, da comissão, que o edital alcançou uma visibilidade maior em todo o país. Recebemos trabalhos de qualidade, apresentados por jovens de várias instituições de ensino brasileiras, na forma de grandes reportagens, podcasts, monografia, enfim, os mais diversos formatos”, caracteriza Denise.

 

Também chamou a atenção da coordenadora da Comissão o perfil das pautas apresentadas. “Há uma preocupação maior entre esses  novos jornalistas de olhar para questões muitas vezes ignoradas pela grande mídia. São trabalhos de fôlego, densos, que narram com detalhes o dia a dia de alunos e educadores pelo país”, detalha. “Não foi uma escolha fácil e isso, para mim, é a prova de que a iniciativa está dando certo!”.

 

Conheça os TCCs premiados nas edições anteriores do Edital de Jornalismo de Educação da Jeduca e Itaú Social aqui e aqui.  

 

Categoria Jornalistas

O Edital de Jornalismo de Educação também concede bolsas para jornalistas executarem seus projetos de pauta. A cada edição, são selecionados oito projetos. Cada um recebe uma bolsa de R$ 8 mil. Veja quais são as pautas vencedoras da 3.ª  edição do edital aqui.

 

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