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Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Cobertura de ataques a escolas: recomendações e pontos de atenção

Cuidado com o "efeito contágio", evitar generalizações e atenção às legislações sobre a preservação de informações de jovens estão entre as recomendações para jornalistas na cobertura de episódios de violência

11/02/2026
Redação Jeduca

Nos últimos anos, ataques violentos contra escolas, tanto no Brasil quanto em outros países, intensificaram o debate sobre os efeitos da cobertura na reprodução de novos episódios de violência, além de dar destaque a questões relacionadas ao clima e à convivência escolar.

 

Nesse sentido, considerando a complexidade do tema e os impactos da cobertura jornalística desses casos, a Jeduca reuniu um conjunto de recomendações, pontos de atenção e materiais que podem apoiar jornalistas e veículos. Confira abaixo.

 

  • Ataques às escolas são um complexo específico

 

Evite tirar conclusões precipitadas sobre as motivações e buscar fontes que possam analisar o caso por diversas perspectivas.

  • “Efeito contágio”

 

A exposição de detalhes, imagens e vídeos do agressor pode estimular sua glorificação e casos de violência semelhantes, gerando o “efeito contágio”, segundo pesquisas que estudaram o efeito da mídia em ataques às escolas.

  • O que dizem as pesquisas?

 

Pesquisadores alertam que alguns autores de ataques em escolas buscam notoriedade.

 

Hoje, notícias de veículos jornalísticos são rapidamente redistribuídas nas redes sociais. Esse destaque pode aumentar o risco de imitação, associado ao “efeito contágio”. Por isso, recomendamos evitar divulgar informações que identifiquem o autor, sua imagem e detalhes do ato, priorizando vítimas, contexto e prevenção.
 

  • Evite generalizações

 

É importante evitar generalizações e abordagens apressadas, procurando aprofundar a cobertura. Um caminho para ampliar o debate é acompanhar os desdobramentos e medidas tomadas pelo poder público, nas áreas de educação e segurança pública.
 

  • Preservar a identidade de crianças e adolescentes

 

Outro ponto de atenção é a preservação da identidade dos estudantes envolvidos, como preveem os artigos 17 e 241 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) . Os contatos com crianças e adolescentes devem contar com permissão dos pais e responsáveis antes da entrevista. Por isso, tenha cuidado também ao reproduzir trechos de veículos internacionais.

 

  • Cuidado nas entrevistas

Ao entrevistar as vítimas ou reproduzir entrevistas, é fundamental confirmar os principais detalhes dos dados pelas fontes, pois muitas vezes as informações baseadas na memória tendem a ser imprecisas.

 

 

Materiais da Jeduca sobre a cobertura de ataques violentos nas escolas:

 

Material com pontos de atenção e recomendações sobre cobertura de ataques a escolas

 

Mesas do 7º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação:

 

“Para pesquisadores, a autorregulação da imprensa pode evitar novos ataques às escolas”

- Vídeo na íntegra.

 

 "A cobertura dos ataques às escolas e os dilemas da imprensa" - Vídeo na íntegra.

 

 "Para além dos ataques: como professores lidam com freqüentes e violência na escola" - Vídeo na íntegra.

 

Webinário realizado em 31/3/2023.


Miniguia sobre a cobertura de atendidos nas escolas publicado pela Jeduca em 2019, no contexto de outro ataque em Suzano (SP).

 

 
 
 
 
 
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#Cobertura #AtaquesaEscolas

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