Redação Jeduca

Esses são alguns dos dados levantados pela Pesquisa Jeduca 2025, realizada entre maio e agosto de 2025, que buscou coletar informações sobre aspectos sociais, econômicos, de trabalho e de escolaridade dos jornalistas que atuam na área da educação, além de seus hábitos de uso de novas tecnologias e redes sociais.
Coordenada pelos pesquisadores Cláudia Nonato e Fernando F. Pachi Filho, o estudo quantitativo foi feito a partir da base de associados da Jeduca. Ao todo, 278 associados responderam ao formulário on-line. A margem de erro é de 5%.
No período do estudo, a associação contava com 1.755 associados. Esta é a terceira vez que a pesquisa é realizada pela associação, que lançou outras duas edições em 2019 e 2021.
Os principais resultados da pesquisa de associados foram apresentados, em primeira mão, pela presidente da Jeduca, Renata Cafardo, para os participantes do 9º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, realizado nos dias 25 e 26 de agosto.
Confira abaixo alguns dos principais resultados:
Perfil dos jornalistas de educação
- Pela terceira vez, a maioria dos jornalistas e comunicadores associados que trabalham com educação são mulheres (65,8%). Os homens são 33,8%. Pessoas não binárias representam 0,3%;
- Apesar de ainda serem maioria, o percentual de associados que se declaram brancos (62,6%) caiu em relação a 2021 (79,3%). Os associados que se declaram pretos representam 12,9%, enquanto os pardos somam 20,9%. Já os que se identificam como amarelos correspondem a 2,9%;
- 34,5% dos associados possuem entre 31 e 40 anos, enquanto 27,7% estão na faixa etária de 41 a 50 anos. Os associados mais jovens, de 21 a 30 anos, somam 17,2%;
- Quanto à sexualidade, a maioria é heterossexual (76,3%); 11,9% são bisexuais; 7,2% são homosexuais; 1,0%, pansexuais e 0,7%, assexuais;
- Além de São Paulo (45,0%), os estados com os maiores percentuais de associados residentes são Rio de Janeiro (10,8%), Distrito Federal (5,8%) e Minas Gerais (4,3%);
- 26% dos associados possuem renda média de mais de dois a quatro salários mínimos (R$ 6.072,00).
Escolaridade
- O Jornalismo é a principal área de formação na graduação dos profissionais (89,6%), embora alguns dos respondentes sejam graduados em outros cursos da área de humanidades, como Letras (1,4%), História (1,1%) e Pedagogia (1,1%);
- Além da graduação, 37,8% dos jornalistas de educação possuem especialização; 15,1% dos associados possuem mestrado; e, 9,7% são doutores.
Onde trabalham e tipos de contrato
- A atividade de produção de conteúdo jornalística é a que mais agrega os(as) profissionais que responderam à pesquisa quando questionados sobre a sua atividade principal, 49,6%. Assessores(as) de imprensa (20,5%) e professores(as) (10,8%) também são funções relevantes na amostra da pesquisa;
- A maior parte dos associados trabalham em organizações de produção de conteúdo jornalístico para grande público (36,9%), como portais de notícias (9,6%), jornais (7,6%), rádios/podcasts (4,0%), blogs e vlogs (4,0%), agências de notícias (3,0%), revistas (3,0%), emissoras de TV (3,0%) e startups de jornalismo digital (2,5%);
- As assessorias de comunicação são o espaço de trabalho de 11,6% dos profissionais; outros 7,0% trabalham em instituições de ensino; e, 6,0%, em instituições do Terceiro Setor;
- 41,5% dos profissionais trabalham com contrato CLT. Em 2021, esse percentual era 49,6%. 18,7% trabalham como PJ (Pessoa Jurídica) e 12,9% como MEI (Microemprendedor individual). Freelancers são 7,2%.
Tempo de atuação e interesse por educação
- Segundo a pesquisa, 28,4% dos jornalistas trabalham com educação entre 11 e 20 anos, outros 21,6% possuem menos de 5 anos de experiência nessa cobertura. Para além da estabilidade dos profissionais que estão na cobertura de educação, a pesquisa mostra uma quantidade significativa de profissionais mais jovens na área;
- Entre os associados, 25,2% possuem entre 6 e 10 anos de atuação na pauta e 9,0% mais de 31 anos de experiência;
- A pesquisa revelou que o interesse profissional em trabalhar com pautas de educação aumentou em 2025 em comparação a 2021, de 35,9% para 47,1%. 26,9% disseram que começaram a trabalhar com educação, pois era a oportunidade disponível, mas que já gostavam do tema. Em 2021, esse percentual era 41,2%.
As novas tecnologias e as redes sociais no cotidiano dos jornalistas
A pesquisa ainda trouxe informações sobre o uso das novas tecnologias e das redes sociais nas atividades do dia a dia dos jornalistas.
- 51,1% dos associados entendem e gostam de usar tecnologias; 26,6% se mantêm atualizados e acompanham os lançamentos da área;
- Apenas 13,7% utilizam a tecnologia e as redes sociais apenas para o trabalho e afirmam entender pouco;
- Quanto ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial, 57,5% dos associados as utilizam no trabalho por iniciativa própria. Outros 23,0% recorrem à IA apenas para uso pessoal, enquanto 7,5% não fazem uso dessas tecnologias;
- As ferramentas de IA mais comuns para os jornalistas são modelos de linguagem (18,5%), como ChatGPT e Gemini, por exemplo;
- Outras tecnologias usadas no dia a dia são as ferramentas de transcrição e edição de vídeo (16,0%), Google Assistente (10,9%), Siri (10,9%), Alexa e Cortana (10,9%) e ferramentas de design e criação de imagens (7,6%).
Sobre a Jeduca
A pesquisa também buscou entender a percepção dos jornalistas sobre a Jeduca.
- Acompanhar notícias e pautas mais recentes de educação foi apontado como o principal motivo para se associarem à Jeduca (27,7%);
- Outros dois fatores que motivaram os jornalistas a se associarem foram o interesse em participar das atividades da Jeduca (21,2%) e a ampliação da redes de contatos (17,3%);
- A pesquisa revela a presença da Jeduca no cotidiano profissional dos jornalistas: a maior parte deles conheceu a associação ou por meio do trabalho (32,7%), ou por indicação de amigos e colegas (23,4%).
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